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Mainova lança versão branca do seu vinho mais emblemático

Dizem que os filhos mais novos chegam para mudar tudo. Na família Monteiro, a filha mais nova trouxe energia e convicção a um projecto de família que ajudou a afirmar a ‘Mainova’ como uma marca de identidade vincada no coração do Alentejo. Seis anos depois do lançamento dos primeiros vinhos, chega uma nova referência – Matremilia – o novo topo de gama da casa, uma homenagem à avó Emília, cuja força e legado continuam presentes na história da família.

Na família Monteiro, Bárbara é a ‘mainova’ de três irmãs. Durante anos, a alcunha não lhe dizia muito até que, ao regressar ao Alentejo para tomar conta da propriedade de família percebeu que aquele nome representava exatamente aquilo que queria. A irreverência e a determinação de quem chega para deixar a sua marca. (na foto de entrada, Bárbara com os pais)

Tudo começou em 2010, quando a família Monteiro adquiriu a Herdade da Fonte Santa, no Vimieiro, em Arraiolos (Évora), com a ideia de desenvolver um projecto agrícola de excelência profundamente ligado ao Alentejo e aos seus recursos naturais. Mas foi com a vinda de Bárbara – que entretanto tinha seguido outros caminhos profissionais – que essa visão ganhou uma nova dimensão. Ao assumir a liderança da propriedade, trouxe uma abordagem contemporânea, fiel ao território e à natureza, dando continuidade ao legado familiar.

Assim nasceu a Mainova, marca lançada oficialmente em 2020, tendo nesse mesmo ano sido apresentados os seus primeiros vinhos, e também azeites, segundo uma filosofia de baixa intervenção e respeito pelo ritmo da natureza através de práticas agrícolas sustentáveis. As vinhas da Herdade da Fonte Santa ocupam cerca de 20 hectares e assentam em solos de xisto e granito, conferindo condições únicas para a produção de vinhos com boa frescura.  Ali foram cultivadas castas portuguesas e internacionais, entre as quais as tintas Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Aragonez, Syrah e Baga; e as brancas Verdelho, Encruzado e Arinto, reflectindo a diversidade do terroir e a procura de vinhos com identidade e sentido de lugar. Actualmente, a Mainova afirma-se como uma das referências da nova geração de produtores do Alentejo, distinguindo-se por uma identidade sólida e por uma abordagem consciente à viticultura.

Ao longo dos anos, a gama de vinhos da Mainova tem vindo a crescer de forma consistente desde o lançamento dos primeiros vinhos, mas há uma referência mais recente que ocupa um lugar especial. O ‘Matremilia’ representa o topo da marca e nasceu para afirmar uma ideia de continuidade e legado. O nome resulta da união de Matre, palavra latina que remete para mãe e origem, com Emília, a avó de Bárbara Monteiro e uma das figuras mais marcantes da história da família. Viveu até aos 100 anos, acompanhou sempre o marido na actividade de negociante de vinhos (ajudava a escolher e a negociar os melhores lotes piscando o olho ao marido quando achava que era bom), nunca dispensava um copo de vinho tinto ao almoço e conduziu o seu trator até aos 90 anos. A sua ligação à terra, a determinação e a forma como viveu inspiram hoje a gama mais exclusiva da Mainova.



O primeiro Matremilia (tinto) chegou ao mercado no final de 2023. Elaborado exclusivamente a partir de Alicante Bouschet da colheita de 2020, o Grande Reserva Tinto marcou o início desta homenagem familiar e definiu o caminho para inaugurar a gama dos vinhos mais ambiciosos da casa. Agora foi a vez do Matremilia Grande Reserva 2024, a primeira interpretação branca desta referência. Produzido exclusivamente a partir da casta Arinto, e igualmente proveniente de vinhas em modo de produção biológico, nasce das já habituais vindimas manuais realizadas durante a noite. As uvas são cuidadosamente selecionadas, fermentam de forma espontânea e o vinho estagia durante 13 meses em barricas de carvalho francês.

Assinado pelos enólogos António Maçanita e Sandra Sarria, apresenta um perfil elegante e preciso, com notas de citrinos e pólvora, uma textura envolvente e uma acidez vibrante que lhe confere profundidade e um longo potencial de evolução. O Matremilia Branco Grande Reserva 2024 reforça assim a vontade da ‘Mainova’ de criar vinhos que perdurem no tempo. Tal como a mulher que lhe deu o nome, é um vinho de personalidade vincada, pensado para deixar um legado que se prolonga muito para além de cada colheita. O PVP recomendado é de 100€ e poderá encontrar-se em restaurantes de topo ou nas melhores garrafeiras.

Bárbara com os enólogos António Maçanita e Sandra Sarria


Recorde-se que, além do Matremilia, a ‘Mainova’ construiu um portefólio organizado em diferentes gamas, cada uma com uma identidade e uma história próprias. A coleção Mainova reúne os vinhos que representam a assinatura da casa e a expressão mais fiel da herdade. A ‘Mainada’, cujo nome transmite um termo popular para reforçar uma convicção ou uma certeza, é dedicada a vinhos monocasta que exploram o carácter individual de variedades como Arinto, Baga, Touriga Nacional, Castelão e Trincadeira Preta. A gama ‘Moinante’, inspirada no nome do cão da família e na expressão popular alentejana que remete para irreverência e inquietação, dá espaço a interpretações menos convencionais, com referências de curtimenta, ânfora, Encruzado ou Castelão Rosé. Os ‘Milmat’, cujo nome deriva da ideia de mil matérias (numa referência aos diferentes solos, castas, barricas e elementos que moldam um vinho) representam um patamar superior de complexidade e capacidade de evolução. A gama Mandona, dedicada aos espumantes da casa, assume um nome que evoca personalidade e atitude, reflectindo o perfil vibrante destas referências. No topo desta arquitectura está então o Matremilia, a referência mais exclusiva da ‘Mainova’.