Paço dos Cunhas estreia Clos de Santar
Três novos vinhos chegaram ao Paço dos Cunhas, uma das propriedades históricas do Dão, pertencente à Global Wines. O principal destaque vai para o novo Clos de Santar, a grande novidade deste lançamento, a par de duas novas colheitas da Vinha do Contador, uma das marcas mais emblemáticas do produtor, já existente há alguns anos.
No Bairro Alto Hotel, em Lisboa, a Global Wines apresentou as suas novidades, com o Clos de Santar Tinto 2020 em destaque, a que se juntam as novas colheitas Vinha do Contador Branco Nobre 2017 e Vinha do Contador Tinto 2015, com assinatura de Paulo Prior e viticultura de Aurélio Claro.
Produzidos apenas em anos considerados de excelência, os vinhos Vinha do Contador mantêm-se como o topo de gama da marca. «São vinhos de excepção, pensados para durar e que traduzem a vontade de criar referências únicas, fiéis ao Dão, onde a origem, o tempo e a precisão definem o seu carácter e longevidade», afirma Paulo Prior, director de enologia.
O Branco Nobre 2017, com edição limitada a 4.500 garrafas, apresenta perfil elegante e profundo, combinando fruta de caroço com notas de barrica bem integradas. Já o Tinto 2015, ainda mais exclusivo, com apenas 2.250 garrafas, evidencia complexidade aromática e estrutura, com taninos polidos e final longo. Mas a grande novidade é, contudo, o lançamento do Clos de Santar Tinto 2020, uma nova referência que nasce da mesma vinha (a Vinha do Contador), mas com um posicionamento complementar. Produzido em anos em que as condições não justificam o lançamento de um Vinha do Contador, este vinho permite expressar o carácter da parcela com um perfil distinto, mantendo elevados padrões de qualidade e autenticidade. «Normalmente os vinhos nascem através do que o mercado pede, mas, neste caso, foi ao contrário. Tínhamos espaço no portfolio, vimos que era necessário, e decidimos preenchê-lo», explica Pauo Prior.


Com origem em vinhas com mais de 30 anos, situadas a cerca de 400 metros de altitude, em solos graníticos e franco-arenosos, o Clos de Santar Tinto 2020 resulta de um lote das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro. A vinificação incluiu esmagamento com desengace total, maceração pelicular prolongada e suave, fermentação alcoólica controlada entre os 24ºC e os 26ºC, seguida de maceração pós-fermentativa.
O estágio decorreu durante 24 meses em barricas de carvalho francês, com tosta fraca, sendo 50% novas e 50% de segundo uso. Após uma seleção das barricas que melhor expressavam o perfil pretendido para esta referência, o vinho foi engarrafado e sujeito a um prolongado estágio em garrafa antes de chegar ao mercado.
Deste vinho contam-se 4.662 garrafas de 75 cl. Na prova, revela um nariz já complexo e elegante, onde se destacam a fruta silvestre, preta e vermelha, bem integrada com a madeira, surgindo ainda apontamentos vegetais, de alecrim e nuances balsâmicas, num conjunto expressivo e aromático, sem excessos. Na boca, confirma-se a elegância e precisão, com notas de frutos do bosque que se entrelaçam com uma acidez bem integrada e madeira equilibrada. O conjunto evidencia grande frescura e harmonia, culminando num final longo, persistente e muito elegante.
«O Clos de Santar permite-nos valorizar a Vinha do Contador em diferentes anos, respeitando a exigência máxima que reservamos para os Vinha do Contador, mas garantindo que vinhos de grande qualidade chegam ao mercado», sublinha ainda Paulo Prior. As três referências passam também a estar disponíveis, pela primeira vez, em formato magnum (no caso dos Vinha do Contador), reforçando o seu potencial de guarda.
Com mais de 400 anos de história, o Paço dos Cunhas, localizado em Santar, mantém uma ligação profunda à vinha e ao vinho desde 1609. Integrado no universo da Global Wines desde 2002, tem vindo a ser alvo de um processo contínuo de revitalização, com especial foco na sua parcela mais emblemática, a Vinha do Contador, com sete hectares.
Considerada uma das parcelas de destaque no Dão, esta vinha é conduzida com foco na expressão anual do terroir e no perfil do território, uma linha que se mantém de forma consistente nos vinhos produzidos. Inseridas num contexto climático marcado por maturações lentas e equilibradas, estas vinhas dão origem a vinhos elegantes e frescos, consolidando o posicionamento do Paço dos Cunhas como uma das referências incontornáveis da região. Os novos vinhos estão já disponíveis no mercado nacional, em restauração e garrafeiras especializadas.