Os brancos da Quinta Dona Matilde

 

A Quinta Dona Matilde (Douro) veio a Lisboa, ao novo restaurante Lumni, do chefe Miguel Castro e Silva (no Hotel The Lumiares, em pleno Bairro Alto) para comemorar 10 anos da marca e 90 anos nas mãos da família Barros. Como os tintos foram apresentados recentemente numa prova vertical, desta vez o destaque foi para os brancos Dona Matilde e Dona Matilde Reserva, ambos de 2016. Os dois têm na base as castas Arinto, Viosinho, Gouveio e Rabigato, tendo por isso um perfil semelhante, com a diferença de um ser ligeiramente mais leve e fresco (o vinho fermentou apenas em cuba de inox) e o outro ser mais estruturado, untuoso e exuberante, tanto no nariz como na boca (estagiou em barricas de madeira de 300 litros, mas a madeira está muito bem integrada e não sobressai). Este é um daqueles brancos que deixa cair por terra a ideia de que o Douro nunca seria uma região de brancos (sendo que, ainda por cima, é feito com uvas de baixa altitude, o que supostamente poderia prejudicar a sua frescura). Deste vinho foram engarrafadas apenas 1333 garrafas numeradas, equivalentes a mil litros que vinho, que serão apenas comercializadas em lojas da especialidade e restaurantes de topo. E também só para aqueles que puderem pagar 20€ por garrafa (PVP). Adquirida por Manuel Moreira de Barros em 1927, a Quinta Dona Matilde está hoje nas mãos do seu neto Manuel Ângelo Barros, contando ainda com o envolvimento do seu filho mais novo, Filipe Barros, e das equipas de viticultura e enologia, lideradas por José Carlos Oliveira e João Pissarra, respectivamente.

 

 

Jul, 25, 2017

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