Um rosé do caraças

 

Já há muito que vos queria dizer isto, mas estava à espera da ocasião certa. É agora, que o calor está aí, e que andei este ano a provar rosés que nem uma louca: O Quinta Nova rosé Reserva foi lançado o ano passado pela primeira vez (colheita de 2015), este ano a segunda (colheita de 2016), e é um dos melhores rosés nacionais que provei nos últimos tempos. Senão o melhor! Nos últimos anos, Portugal tem crescido em qualidade em todos os estilos de vinho, e o rosé não fica atrás. Todos os dias produtores lançam bons exemplos que impressionam, o que é fantástico, se pensarmos que há uns tempos prevalecia (e ainda prevalece um pouco, infelizmente) a ideia de que rosé era um refresco para meninas (ideia que sempre me irritou, convenhamos). Este Quinta Nova é um vinho muitíssimo equilibrado, sofisticado, estruturado, fresco, mineral, de grande nível, único no seu estilo. Ao mesmo tempo, delicado e elegante. É inspirado nos grandes vinhos da região da Provence, de leve cor salmão, elaborado com uvas seleccionadas de vinhas com 35 anos de Tinta Roriz (que lhe dá robustez) e Tinta Francisca (que lhe dá elegância). A prensagem das uvas tintas - técnica de blancs des noirs- é realizada com a uva inteira, tendo o vinho depois fermentado a baixa temperatura em inox e finalizado o processo em barricas de carvalho francês (de primeiro e segundo ano) e húngaro (de segundo ano). Um grande vinho que me enche as medidas. Well done, Jorge Alves !

 

 

Jul, 23, 2017

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