Dois vinhos Alvarinhos num só

OPINIÃO
 
Para quem não o conhece, o Anselmo Mendes é um dos melhores enólogos portugueses e, ainda por cima, o rei da casta Alvarinho. Ou seja, além de produtor, investigador, trabalha-a como ninguém. E recentemente para testar um novo vinho daquela que é a sua casta de eleição, o Anselmo decidiu cozinhar lampreia, para mostrar que não é só com vinhão que a dita fica bem. Mas por enquanto falemos do vinho, um projecto da Adega Mãe - onde o Anselmo Mendes é o enólogo consultor e o Diogo Lopes o residente –  resultado das experiências que o Anselmo anda a fazer a norte do país e o Diogo a sul. Nasceu assim o Adega Mãe Alvarinho 221, um blend de 50 / 50 de Alvarinho de Monção e de Alvarinho de Lisboa, nascido da colheita de 2015, com vinhos fermentados independentemente em carvalho francês. O lote final foi desenhado e engarrafado na Adega Mãe. Como os próprios enólogos dizem, uma homenagem àquela que consideram «a mais importante casta portuguesa» através do lançamento de apenas 2700 garrafas.
Quanto à lampreia, não nos queixámos. Anselmo mostrou os seus dotes de cozinheiro, fez um maravilhoso arroz com as lampreias – algumas cheias de ovas, uma delícia -  que trouxe do rio Minho, e não se saiu mal. Para complementar, também foi servido o belo do bacalhau, não fosse a família Alves, proprietária da Adega Mãe, também a fundadora da Riberalves.
 
 

Abr, 06, 2017

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