Novo vinho, novas colheitas

OPINIÃO
 
A Real Companhia Velha esteve em Lisboa, no restaurante Sala de Corte, para apresentar uma novidade, o Quinta dos Aciprestes Touriga Nacional Talhão 14 Grande Reserva 2013, um tinto de edição limitada de apenas 884 garrafas. Algumas gastaram-se no almoço, juntamente com as novas colheitas dos tintos Quinta dos Aciprestes 2015, Reserva 2015 e Sousão Grande Reserva 2012, no entanto, os restantes vinhos também merecem atenção e prova pois todos eles, cada um ao seu estilo, têm uma grande frescura, e por isso são muito gastronómicos. Este é o estilo a que o enólogo Jorge Moreira nos habituou, mesmo no Sousão Grande Reserva, que é uma casta que costuma dar origem a vinhos poderosos. Este não foge à regra, mas aqui nota-se um ‘poder’ com maior elegância.

Quanto à novidade, tem um aroma muito floral, de Touriga do Dão (o que acaba por ser curioso) mas na boca já se sente que é do Douro, pela concentração do vinho. Estruturado, longo e persistente, um tinto para ocasiões especiais que ronda os 40€ (o que, comparando com outros tintos topo de gama desta região, até acaba por não ser muito caro). Para acompanhar estes vinhos, carne, muita carne: bife tártaro, rosbife, Entrecôte maturado, Chateaubriand e Chuletón maturado. Não saí de lá sem antes provar a sobremesa, harmonizada com o Grandjó Late Harvest 2013, o famoso colheita tardia da Real Companhia Velha, que estava bem interessante. Com boa fruta, acidez e o travo próprio da Botrytis, embora confesse que já provei anos melhores. Mas pronto, há coisas que se perdoam à natureza, porque mesmo assim o vinho continua a ser muito bom ;)
 
 
 
 
 
 

Mar, 14, 2017

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