A imagem do Vinho

OPINIÃO
 
Hoje em dia, qualquer meio de comunicação vive de imagens (fotografias, vídeos) fornecidas por qualquer pessoa, que podem ou não ter qualidade. A maioria não tem. E, na área do vinho, a situação não difere. Sabe Deus o que sofrem as equipas editoriais por causa da falta de qualidade dessas imagens quando, ironicamente, o que se pretende é passar para fora a melhor imagem do produtor. E não vale a pena conversar, alertar, implorar, dizer-lhes que pedimos isso em seu benefício. A maioria continua a não entender. E era bom que entendesse. Senão vejamos:
1 - Qualquer meio que receba comunicações de diferentes produtores, escolherá aquele que lhe enviou melhores fotografias (hoje, o ‘pessoal’ não está para ter trabalho, quer a papa feita)
2 - Qualquer produtor que envie texto, mas nem sequer envie fotografias, corre um maior risco da sua notícia não ser publicada. (lembram-se da papa feita?)
3 - Qualquer produtor que queira enviar fotografias feitas pelo sobrinho ou pelo primo que têm muito jeito e um telemóvel fantástico, o melhor é ir tomar uns copos e nem perder tempo em enviar (editores exigentes e com olho clínico não se contentam com fotos amadoras)
4 - Qualquer produtor que considere o investimento na imagem algo secundário, terá metade da visibilidade e das vantagens que poderia ter (não basta ter um bom produto, há que saber vendê-lo, já dizia Kotler)
5 - Qualquer produtor que ache um serviço de fotografia caro, pense quanto é que gastou, por exemplo, numa barrica nova de carvalho francês ou em quatro pneus novos para o jipe. O que gastará em fotografias da sua propriedade, da sua adega e de si próprio, é mais ou menos o mesmo, ou até mais barato (e ainda pode dar aos amigos fotos suas a segurar um cachinho de uvas)
Só não vê o óbvio quem quer! E, já agora, esta converseta serve para várias áreas, é só adaptar.
Querem mais ou basta?
 
 
 
 
 

Fev, 16, 2017

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