Moscatéis à prova

OPINIÃO
 

Apesar do Porto ser o nosso vinho mais conhecido mundialmente, Portugal é profícuo em vinhos generosos de qualidade, como o Madeira e o Moscatel. E o Moscatel será dos três o menos conhecido, o que é pena porque, dos novos aos velhos, são vinhos de barba rija que fazem parte do nosso património cultural. Neste dia, no Palácio da Bacalhôa, os enólogos Vasco Penha  Garcia e Filipa Tomaz da Costa deram-nos a provar diversas colheitas de Moscatel de Setúbal e Moscatel Roxo (este último mais raro em quantidade, mais intenso e complexo em relação ao primeiro, especialmente enquanto jovem), tendo sido provados diversos vinhos de 2016, 2013, 2002, 1996, 1995, 1985 e, uma surpresa final… um belíssimo Bacalhôa Moscatel de Setúbal Superior 30 Anos (1955), que se destacou pelos seus aromas terciários (de envelhecimento), a sua concentração e enorme complexidade. Um belo xarope, portanto. No entanto, a alguns moscatéis falta-lhes acidez (o que os poderá tornar um pouco enjoativos, principalmente se não forem bebidos à temperatura certa) mas os que a têm, garantem ao vinho uma enorme longevidade e qualidade a nível mundial.   
 
 
 
 

Jan, 20, 2017

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