Vinhos de Lisboa no Mercado da Ribeira

Vamos lá ver… Sabem como é que os vinhos de Lisboa eram chamados antes de terem este nome? E porque é que mudaram de nome? Para quem não sabe, eu explico: O Ministério da Agricultura publicou em Abril de 2009 uma portaria que alterou a indicação geográfica de Estremadura para Lisboa, com o objectivo de melhor comercializar os vinhos e a marca no mercado externo. Inicialmente, por ser o nome da capital, a ideia provocou alguma confusão (do tipo, as vinhas estão plantadas onde? Na rotunda, aos pés da estátua do Marquês de Pombal?), mas sem dúvida que ao ter um nome mais forte - o nome da capital - os vinhos da região iam ter outra projecção. Quase dez anos passados, o resultado é visível, com os vinhos de Lisboa a evidenciarem-se cada vez mais, e Lisboa a ser a ‘Cidade Europeia do Vinho 2018’. A novidade mais recente é a loja que a CVR Lisboa, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, inaugurou recentemente no Mercado da Ribeira (nas fotos). A ideia é atrair novos consumidores, sejam eles portugueses ou estrangeiros. Neste espaço podemos já encontrar mais de trezentas referências, entre as quais produtos mais raros como os vinhos de Colares, de Carcavelos, ou os medievais de Ourém. Há, ainda, dispensadores de vinho, o que é sempre prático para quem quer provar / beber vários vinhos.
Continuam a trabalhar bem estes ‘lisboetas’! :) 

A região de Lisboa tem 103 produtores e, no final de 2017, produziu um milhão de hectolitros de vinho por ano, o correspondente a 40 milhões de garrafas, dos quais 30 milhões que são exportadas, o que dá aproximadamente 5 milhões de caixas/ano, o que equivale a aproximadamente 100 milhões de euros para a economia portuguesa. O principal mercado de destino de exportação são os EUA, mercado em crescimento, além dos mercados da Europa do Norte -- Suécia e Noruega -- e o Brasil.

Foto: Ricardo Rodrigues / pressmedia

 

Set, 27, 2018

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