Quinta de Azevedo renovada

Não há país que consiga competir com a nossa qualidade e os nossos preços. Muitas vezes até demais, os nossos vinhos deviam ser mais caros. Ou antes, deviam ser baratos no nosso país (já se sabe que na sua maioria os portugueses não ganham bem) e bem mais caros noutros países, para fazermos valer a nossa qualidade. Mas isso é conversa que durava horas e fica para outro dia porque hoje o que eu quero mesmo falar é sobre o lançamento das novidades da Sogrape, na região dos Vinhos Verdes. Novidades que, na verdade, têm a ver com o início deste texto!

A Sogrape decidiu alterar a sua estratégia na marca Quinta de Azevedo, passando este vinho apenas a surgir como Reserva. Como tal, desaparece o Quinta de Azevedo ‘normal’ e surge um Quinta de Azevedo Reserva (2017) elaborado a partir das melhores uvas de Alvarinho e Loureiro daquela propriedade. Este ‘up-grade’ vai custar 6,99€ e aquilo que provei fez-me pensar que certamente daria mais dinheiro por ele. O mesmo se passou com a marca Azevedo, criada para ser um vinho de base mas que excede as expectativas. Da colheita de 2017, o preço ronda apenas os 4,5€, e eu daria muito mais. Estes vinhos são aromáticos, frescos, com uma mineralidade vibrante e, dentro da sua simplicidade, têm no seu ADN uma qualidade acima da média. Os vinhos são da responsabilidade do enólogo António Braga.

São estes vinhos que me fazem pensar o quanto somos privilegiados por ter vinhos assim. Já agora, a prova foi harmonizada com cozinha asiática, no restaurante Soão, em Alvalade, e incluiu outro vinho da Sogrape que também gosto muito, mas da região do Dão – O Quinta de Carvalhais rosé 2017, onde a enóloga Beatriz Cabral de Almeida também dá cartas.

Na foto a equipa Sogrape com o enólogo António Braga. No meio Mafalda Guedes (gestora de marcas) e Inês Vaz (Comunicação

 

Jul, 03, 2018

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