Quinta do Noval e Quinta da Romaneira

Há anos que não ia à Quinta do Noval e à Quinta da Romaneira, e nestes dias regressei por boas e variadissimas razões. As principais: uma prova de vinhos tintos (que só serão lançados em Janeiro do próximo ano) e dos vinhos do Porto Vintage de ambas as quintas; a 'despedida' de António Agrellos como director técnico das duas quintas (manter-se-á como consultor) e o assumir de funções do sobrinho Carlos Agrellos para o lugar que durante anos ocupou.

Se nas duas propriedades os modelos de gestão são idênticos (Noval pertence ao grupo AXA Millésimes e a Romaneira a Christian Seely e a outro empresário, mas têm a mesma equipa de gestores a trabalhar para ambas), em relação aos vinhos provados os estilos são completamente díspares, devido aos terroirs onde as vinhas estão implantadas. Os vinhos tintos da Romaneira revelaram-se mais frutados e intensos e os do Noval mais clássicos e minerais, embora ambos com boa frescura e muito gastronómicos. Na prova destacaram-se o Romaneira Syrah Vinha do Apontador 2016 e o Quinta da Romaneira Touriga Franca Vinhas Velhas 2016 (novidades que só serão produzidas em anos de excelência), o Quinta do Noval Petit Verdot 2016 e o Quinta do Noval 2016. Dos menos estruturados aos mais complexos, todos eles envolventes dentro dos seus estilos. Já nos Portos Vintages fomos basicamente 'atropelados' pelo Vintage Noval Nacional, um vinho poderoso, fresco, impressionante, de presença marcante. 

A partir de agora o desafio de Carlos Agrellos será de enorme responsabilidade, mas a sua experiência e entusiasmo decerto irão continuar a resultar em grandes vinhos.
 

Mai, 02, 2018

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