Concours Mondial de Bruxelles, o maior concurso de vinhos a nível mundial

 

 

Há quase uma década que participo no Concours Mondial de Bruxelles e, desde a primeira vez, sinto-me privilegiada. Estamos a falar de um dos três maiores concursos a nível mundial e o maior de todos, que mobiliza não só o mercado a fazer negócios como também reúne especialistas de vários países a avaliar a qualidade do vinho dos quatro cantos do mundo. É uma experiência fantástica, momentos únicos que nos permitem aprender, fazer amizades, cimentar outras, conhecer países, diferentes culturas e vinhos. O que se podemos querer mais?

Nos primeiros anos o Concours decorreu em Bruxelas, país onde nasceu. Mais tarde, ao ganhar dimensão, começou também a realizar-se em outros países europeus, incluindo em Portugal, onde já esteve por duas vezes. Este ano, saiu da Europa em direcção à China, e instalou-se no distrito de Haidian, em Pequim.

Recentemente, a China aumentou drasticamente o seu consumo de vinho, tornando-se num dos maiores consumidores (40 milhões de pessoas) e um dos maiores produtores de vinho a nível mundial. É também, o segundo maior país do mundo com área de vinha plantada. Números impressionantes que levaram o Concours Mondial de Bruxelles a, pela primeira vez em 24 anos, organizar o evento na Asia.  

Na sua 25º edição, o Concours Mondial de Bruxelles contou com a participação recorde de 9.180 vinhos, provenientes de 48 países e regiões. Os três países que mais vinhos enviaram foi a França (com 2342 vinhos), seguida da Espanha (com 1810), e Itália (com 1382).  Portugal vem logo a seguir, com 1062, um número bastante considerável tendo em conta os concorrentes a nível mundial.

O evento permitiu reunir um júri proveniente de 51 países e regiões, num total de 330 especialistas europeus e 50 chineses, entre os quais, produtores, enólogos, sommeliers, jornalistas, negociantes de vinho, entre outros.    

Haidan é hoje um importante distrito de Pequim. Originalmente, começou por ser uma vila fora do centro da cidade, construída durante a dinastia Yuan. Já na dinastia Qing, tornou-se num dos oito principais centros de negócios da capital. Mais recentemente, no início do século XX, transformou-se numa conhecida zona de ensino, após a construção da Universidade de Tsinghua e do campus da Universidade Yenching. Após a fundação da República Popular, continuou a desenvolver-se como pólo universitário, levando muitas empresas e instituições a sediar-se nesta zona. Oficialmente é um distrito administrativo desde Junho de 1954.

 


 
 
 

Mai, 21, 2018

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