Prova vertical de Alvarinhos Quinta da Lixa

Em 1986, Óscar e Alberto Meireles, juntamente com o primo Manuel, fundaram uma pequena empresa que iniciou com a venda de vinho a granel, e após alguns anos passou a engarrafar. Assim surgiu a Quinta da Lixa, que este fim de semana organizou no Monverde Wine Hotel (sua propriedade e um dos melhores hotéis vínicos portugueses) uma prova vertical da marca ‘Alvarinho Pouco Comum’, de 2010 a 2017. 
A prova iniciou do vinho mais novo para o mais velho , o que permitiu ver o comportamento da casta ao longo dos últimos anos. O vinho tem este nome porque nasce na região dos Vinhos Verdes mas fora do seu terroir de eleição (Monção e Melgaço) sendo uma mistura de uvas de uma só vinha mas com diferentes tipos de fermentação. Nesta prova foi interessante ver a explicação do enólogo Carlos Teixeira sobre as diferentes colheitas e estilos de fermentação. Todos eles, de uma forma ou de outra, evidenciaram-se pelo seu aroma mais frutado ou pelo seu carácter mais vegetal, ou ainda pela sua salinidade. Grandes vinhos que se aguentaram ao longo dos anos e ainda estão para durar.
2012 foi o primeiro vinho a destacar-se pelos seus aromas terciários, mas 2017, sendo um vinho jovem, evidenciou-se por ter na sua composição Alvarinhos com quatro tipos de fermentação, a maioria com batonnage e nenhuma com madeira, embora com uma estrutura impressionante. É muito importante que se organizem cada vez mais provas deste género em todo o país, para que possamos defender o potencial das nossas castas a nível internacional com bons argumentos. A prova terminou com um jantar confeccionado pelo chefe de cozinha Carlos Silva, que harmonizou os seus pratos com diversos vinhos da quinta da lixa. Noite memorável!

Na foto: Carlos Teixeira (à esq) e Óscar Meireles

 

Mar, 12, 2018

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