Comidinha boa

 


No meu último post falei de um evento que tive no Café Garrett, situado no interior do Teatro D. Maria, em Lisboa, mas não aprofundei a parte da gastronomia. Antes de lá ir por causa dos vinhos D. Matilde, só lá tinha estado uma vez, para conversar com o chefe Leopoldo Garcia Calhau. Aliás, fui já lá com a ideia de trocar algumas impressões com ele, e depois almoçar com um amigo.

Para quem não sabe, o Leopoldo foi arquitecto no Alentejo, mas a determinada altura optou por regressar a Lisboa e inscrever-se na Escola de Hotelaria do Estoril, movido pela paixão que sempre teve pela cozinha, e decidido a mudar o rumo da sua vida. Em 2014, depois de ter ganho alguma experiência em restaurantes e de ter estagiado no Belcanto, abriu o seu primeiro espaço na Parede, até aceitar o convite do Teatro D. Maria II, em Lisboa, para explorar o local onde já tinha funcionado o restaurante Amo-te e uma cafetaria.

Conversando com ele e, tendo provado vários dos seus pratos, posso dizer-vos que gosto da forma como ele fala e conhece os produtos, e como os prepara. Gosto da linha tradicional que segue e da forma como se entrega às harmonizações do vinho com a comida (é um apaixonado por vinho e tem alguns bem interessantes na carta). Gosto também da forma como investiga os alimentos, o que revela um respeito pela nossa gastronomia. Nesse dia provei o polvo e beringela, ovos e espargos e pato escabeche (que só depois de o comer me lembrei que não tirei a foto). No final, um bolo de noz húmido, receita da mãe do Leopoldo que é de chorar por mais ( e eu nem sou muito adepta de doces, imaginem se fosse)! O tinto Romano Cunha, de Trás os Montes (que se não conhecem deviam conhecer) regou a refeição. Confirma-se: tenho de continuar a lá ir !

 
 
 

Mar, 27, 2018

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