Voltar a provar anos depois

Não me perguntem ao certo há quantos anos não ia à Adega Cooperativa de Palmela. Mais de uma década, seguramente, ainda a trabalhar para o Expresso numa reportagem sobre a Rota dos Vinhos da Península de Setúbal. Entre os diversos produtores que visitei, a Cooperativa de Palmela não me deixou recordações agradáveis. Entretanto, fui acompanhando a sua evolução ao longo do tempo, recebendo vinhos para provar e comprando também muita coisa no supermercado. Aos poucos fui-me apercebendo que os vinhos melhoraram consideravelmente, o que me fez finalmente regressar ao local para provar tudo de uma vez só e ver a renovação que se deu por lá. E o que encontrei eu meus senhores? Bons vinhos. É verdade, todos eles de excelente relação qualidade preço. Senão vejamos: a gama começa no vinho de entrada Pedras Negras (branco e tinto, a 1,28€) e termina no vinho de topo Adega de Palmela Reserva (branco e tinto, a 10€). Deixando de lado o Pedras Negras e o Vale dos Barris, vinhos de todos os dias para bolsos menos avantajados, destacaram-se na prova os vinhos Villa Palma Colheita Seleccionada (branco e tinto) e o Adega de Palmela Reserva (branco e tinto). Sem entrar em pormenores técnicos, estes vinhos são realmente muito bem feitos e a um preço absolutamente incrível. De tal forma que, de repente, esqueci-me que também sou consumidora e tentei convencer o Presidente da adega José Coutinho (à dirt) e o enólogo Luís Silva, que tinham de elevar o preço dos vinhos porque não podiam vender aquela qualidade ao preço a que estava (Amigos, comprem já o ‘topo de gama‘ a 10€ e percebem logo o que estou a dizer). E é isto. De nada vos vale eu falar-vos do aroma, da estrutura, dos taninos, etç e tal. Há muitos vinhos de qualidade em Portugal. O que aqui espanta é mesmo o preço pela qualidade que o vinho tem. Não tivesse a minha casa a abarrotar de vinho, tinha trazido umas caixinhas para casa.
  
 

Jan, 29, 2018

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