Seres iluminados

 
Uma das coisas mais giras do mundo do vinho é ver uma pessoa querer aprofundar os seus conhecimentos e assistir à sua evolução. A descoberta dos aromas, dos sabores, dos diferentes estilos de vinhos, das regiões e dos terroir. A descoberta é, aliás, uma das capacidades mais interessantes do ser humano. Por outro lado, uma das situações mais secantes do mundo do vinho é estar com pessoas que acham que sabem tudo, que dizem provar os melhores vinhos, as melhores colheitas, são grandes amigos do produtor A ou do enólogo B, vão a todas as feiras, provam os vinhos mais antigos e raros do mundo e são detentores da verdade absoluta, claro… São os famosos enochatos, vulgo, líricos do vinho, vulgo, obcecados! E, já agora, ridículos! Quando o seu maior prazer deveria ser o simples facto de apreciar bons vinhos, preocupam-se mais em revelar aquilo que beberam.

Há muito que já dei para esse peditório. O bom de já ter alguma idade é poder virar as costas, deixá-los a falar sozinhos e estar-me completamente a marimbar para o que ficam a pensar de mim. Nesta e noutras situações, aliás. Have a nice day
 

Jan, 17, 2018

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