Caminhos Cruzados inaugura nova adega

Há muito que já os ouvia falar deste assunto e finalmente o dia chegou. A Caminhos Cruzados tem uma nova adega, a primeira da região a aliar uma estética de linhas rectas e design atractivo com funcionalidade. Primeiro pensaram em contruir um armazém, um local onde pudessem produzir o vinho sem recorrer a outras adegas. A ideia inicial acabou por ser abandonada para dar lugar a um espaço mais atractivo, onde pudessem não só produzir o vinho mas também receber os clientes e realizar alguns eventos. Demorou mas o sonho tornou-se realidade. Inspirada no nome da empresa, a adega tem duas linhas que se cruzam, instaladas no meio das belas vinhas da Quinta da Teixuga. A apresentação do espaço foi feita a semana passada com a presença dos proprietários e dos enólogos Manuel Vieira (consultor) e Carla Rodrigues (residente). Carlos Magalhães faz equipa com Manuel Viera.

Além dos vinhos do produtor que já conhecemos, foram apresentadas algumas novidades das quais se destaca o tinto Teixuga 2014, provado em primeira mão, pois só será lançado para o mercado em Setembro de 2018 quando já estiver mais ‘amansado’. Trata-se do topo de gama da empresa, um vinho produzido a partir de vinhas com mais de 50 anos, sobretudo Touriga Nacional mas também Tinta Roriz, Alfrocheiro e Jaen, que estagiou em barricas de carvalho francês novas e usadas. A Caminhos Cruzados já tinha lançado o Teixuga branco e em breve será a vez do tinto, que acompanhou muito bem o almoço confeccionado pelo chefe Paulo Gonçalves. Outra novidade, esta completamente fora da caixa, é o Ideia Descarada, um vinho licoroso de 2017 à base das castas francesas Chardonnay e Semillon, que sofreu maceração carbónica (sistema de vinificação utilizado para obter vinhos mais aromáticos e frutados, principalmente nos tintos) e cuja fermentação foi interrompida aos 12 graus, para ficar mais doce. Como diz o Manuel Vieira com graça, é um ‘Early Harvest’ , na verdade, uma ideia descarada.

A Caminhos Cruzados nasceu pela mão de Paulo Coelho dos Santos, um empresário da área dos têxteis, natural de Nelas, que decidiu investir no mundo do vinho como forma de regressar às origens. A primeira colheita de 2012 marca o início desta aventura familiar, hoje liderada pela filha de Paulo, Lígia, que abandou a carreira de advocacia pelo vinho. Os seus vinhos são feitos a partir de uvas de produção própria na Quinta da Teixuga, e de produtores seleccionados do Dão. Depois de anos a vinificar em instalações alugadas, esta moderna adega desenhada pelo arquitecto Nuno Pinto Cardoso vem marcar a diferença numa região que se tem vindo novamente a tornar visível no mapa vitivinícola português.
 
 


 
  
 

Dez, 05, 2017

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